Monday, October 22, 2007

Princípios para a selecção de bons objectos digitais

Objectos digitais são definidos como os itens que compõem as colecções digitais. Os princípios que vou identificar aplicam-se aos objectos nado-digitais (nascidos digitais, publicados num formatos digital) ou aos que foram digitalizados e são uma cópia de um objecto físico ou de textos:

  • Um bom objecto digital respeita as prioridades definidas para a colecção digital que vai ser criada.
  • Um bom objecto é persistente, isto é, vai manter-se acessível no tempo apesar das alterações tecnológicas.
  • Um bom objecto é digitalizado num formato que garanta a utilização corrente e a sua preservação.
  • Um bom objecto deverá ter um nome, um identificador único persistente em conformidade com um esquema bem documentado, isto é, um
    PURL.
  • Um bom objecto deve ser autenticado. O utilizador deve ser capaz de determinar a origem do objecto, a estrutura, e a história do seu desenvolvimento (versão, etc.).
  • Um bom objecto deve estar associado com metadados. Todos os bons objectos devem ter metadados descritivos e administrativos. Podem ter ainda metadados que fornecem informação sobre a relação deste objecto com outros.

4 comments:

ManuelaCaeiro said...

Li o título. Despertou-me a curiosidade. Mergulhei na mensagem, clara, sem margem para dúvidas (acho eu).
Fiquei esclarecida: o que são objectos digitais; os que foram assim concebidos (os nado-digitais) e os outros que passaram a sê-lo (os digitalizados); as regras a cumprir para se criar um bom objecto digital: bem integrado na colecção a que se destina, persistente, autenticado, fiável.

Se me é permitido um comentário... modesto... creio que apenas o título me deixou confusa. Não será "criação"..., em vez de "selecção"? :)))

ManuelaCaeiro said...

Adorei as fotos...
Liiiiindas!!!
Parabéns!
(Preciso de descobrir como funciona o flickr...)

margarida&sara said...

Numa biblioteca do 1.º ciclo em que o fundo documental é reduzido e o catálogo apenas existe localmente os objectos digitais possibillitarão uma expansão do fundo documental existente.
Através da inclusão de hiperligações no catálogo os alunos poderão aceder a outras fontes de informação relacionadas com a informação pretendida e até aceder a actividades educativas disponibilizadas on-line.
O professor terá um papel essencial na selecção dos conteúdos adequados e que façam sentido para o seu utilizador (o aluno).
Sara

ÁGORA said...

Em qualquer biblioteca, hoje em dia, o desenvolvimento das TIC obrigam à inclusão, na sua colecção, de objectos digitais. Estes deverão satisfazer um conjunto de requisitos que os tornam facilmente acessíveis ao utilizador.
Em primeiro lugar, deverão ser seleccionados de acordo com as prioridades definidas na Política de Desenvolvimento de Colecções (satisfação dos utilizadores). Depois, deverá ser armazenado quer sob um formato que permita a sua utilização, sem uma qualidade excepcional (JPG), quer sob um formato que garanta uma utilização de maior exigência (TIFF). Um outro problema que se levanta é o da actualização dos links. Deve-se preferir os identificadores unívocos permanentes (PURL, DOI, por exemplo) que não se alteram no o tempo. Deste modo, nunca se perde o acesso mesmo que a localização seja alterada. Um PURL é um recurso de localização uniforme e persistente, isto é, trata-se de um endereço, único e persistente, de um ficheiro acessível via Internet. Um DOI é um identificador permanente atribuído a um documento electónico(é um link permanente).
É importante que todo o objecto digital esteja relacionado com a sua fonte de origem. A fiabilidade da informação é decisiva num ambiente de caos como a Internet. Por último, os objectos digitais devem estar associados com metadados. Estes são dados capazes de descrever outros dados, ou seja, dizer do que se tratam, dar um significado a um arquivo de dados; são a representação de um objecto digital. Tratam-se de informações localizadas na web inteligíveis por um computador. Um metadado é um dado utilizado para descrever um dado primário. O conceito de metedado pode ser utilizado em várias aplicações, onde uma das mais importantes é a da web “inteligente” capaz de conceder significado real a um arquivo que será disponibilizado como fonte de pesquisa. A sua importância traduz-se na facilidade de recuperação da informação. Neste sentido, todos os documentos publicados na web devem ser catalogados. A ficha catalográfica de uma obra (os metadados que serão acrescentados a ela) é um registo electónico que contém descrições da obra, que permitem que se saiba do que se trata sem ter que ler/ouvir todo o seu conteúdo.
Fernanda Ataíde