Wednesday, January 20, 2010

reBlog from Eric Hellman: Go To Hellman

I found this fascinating quote today:



Open Library does not use data records at all, instead, every piece of data is typed with a URI. This architecture aligns with W3C web standards for the semantic web, and allows much more flexible searching and data mining than would be possible with a MARC record.Eric Hellman, Go To Hellman, Jan 2010



You should read the whole article.

Sunday, December 06, 2009

As bibliotecas escolares e a Web 2.0

As bibliotecas escolares exercem um papel determinante no quadro da sociedade actual. A informação constitui um recurso relevante na formação dos jovens e o seu acesso e utilização uma mais valia. À escola, em articulação com a biblioteca, compete o fornecimento de sistemas de referência que orientem os alunos num ambiente onde a informação existe em excesso e é às vezes de qualidade duvidosa. Deve ainda proporcionar a criação de espaços próprios para o debate e a partilha das ideias e dos recursos. Esta nova atitude passa pelo desenvolvimento de processos de mudança e utilização de novas práticas pedagógicas.
As bibliotecas escolares podem ser essa alavanca para a mudança ao favorecer a utilização de novas ferramentas e de novos modos de aprender em que o professor ou o professor bibliotecário se assumem como orientadores na selecção das diversas fontes de informação disponíveis na Web. É neste novo ambiente, designado por Web 2.0, que estão a emergir múltiplas aplicações, de acesso livre, que permitem o arquivo, a organização e a partilha de informação. Aqui encontramos aplicações para publicar e partilhar texto, imagem, vídeo, música ou ainda outro tipo de documentos, e os projectos de trabalho podem beneficiar da integração em grupos pequenos ou mais alargados, dando origem às já tão faladas redes sociais.
A biblioteca escolar pode e deve usar essas mesmas plataformas para prestar um melhor serviço, divulgando informação de acordo com perfis de interesses de determinados grupos, transformando-as em serviços de referência e de apoio aos utilizadores captando críticas e sugestões e adequando permanentemente os seus serviços.
A biblioteca escolar deixa se ser apenas um espaço físico para se tornar um espaço virtual, promovendo massa crítica e um trabalho mais inteligente.

Saturday, November 28, 2009

"Google Books Initiative" continua a inquietar a Europa

Acabei de ler que o Ministro da Cultura francês, Frederic Mitterrand, fez um apelo junto dos membros da Comissão Europeia para lutarem contra a empresa Google. Adianta que a responsabilidade da digitalização de livros a uma escala global, como é o objectivo daquela empresa, deve competir aos governos e não a uma empresa privada. Bom, se estivéssemos à espera dos governos para implementar um projecto tão arrojado, certamente nunca mais o teríamos, sobretudo porque se quer sempre proteger interesses de alguns, limitando o acesso à informação. Graças a esta vontade de derrotar a empresa Google, hoje temos a Europeana. Até àquela empresa ficamos a dever ter hoje a Europeana! Também sou uma fã da Europeana, enquanto utilizadora, mas custa-me pensar que esta surge como uma arma de "arremesso" numa batalha encomendada pelo Ministro da Cultura francês.

Obviamente que há aqui uma vontade enorme de controlar os conteúdos e a própria Internet, invocando-se algumas razões e aplicando-se muitas penas, sem se procurar novas alternativas que possam contribuir para o bem estar dos mais directamente envolvidos: autores, editores e público. Porque não seguir com atenção algumas experiências que estão a ser feitas neste campo e que poderão ajudar a resolver um problema com satisfação para todas as partes? Vejamos o que estão a fazer alguns autores a título de experiência.

Há autores que estão a disponibilizar gratuitamente a totalidade das suas obras na Internet com base na "Creative Commons licence", como é exemplo disso, James Boyle com o seu livro "Public Domain". Podemos ler num artigo escrito por este autor, que nos fala de um novo modelo de negócio, que está a ser testado, em que se facilita e não se proíbe a cópia. O download gratuito de um livro pode ser positivo para o autor e para a editora, porque se trata de uma estratégia de marketing que funciona no sentido de divulgar o conteúdo de obras através do texto que circula gratuitamente na Internet. O negócio está na venda dos "Volumes" que as pessoas acabam por comprar, porque tiveram acesso à informação que circulou livremente na Internet. Há sempre lugar a perdas nas vendas dos livros, mesmo quando os canais de venda são os tradicionais. A Internet contribui para uma divulgação a uma escala global e traz possibilidades de maiores vendas e de reconhecimento para o autor. Aquilo que ele mais teme, como investigador e autor, é ser desconhecido.


Sunday, September 13, 2009

O que é a Biblioteca 2.0 ?

"Biblioteca 2.0" foi um termo criado por Michael Casey (1) quando este começou a pensar nas implicações que a Web 2.0 podia ter para as bibliotecas: de que maneira a Web 2.0 poderia contribuir para melhorar os serviços das bibliotecas? Casey lançou o seu blog em Setembro de 2005 (www.library.crunch.com, actualizado agora para michael e casey). Bloguistas e bibliotecários de todo o mundo juntaram-se à discussão.

A Web 2.0 é a Web participativa ("participatory Web") e tem raízes em tecnologias muito simples como os blogs, wikis e outras. A biblioteca 2.0 segue de perto este modelo, com a finalidade de garantir o «feed-back» dos utilizadores e ser capaz de, por esta via, melhorar os seus serviços. Estão em causa novas tecnologias que têm que ser integradas nos sistemas de informação e novas competências para melhor utilizar as tecnologias emergentes em proveito das bibliotecas. Também é preciso uma nova atitude. É comum dizer-se que a Web 2.0 é tecnologia e "atitude".

Podemos concluir que a Web 2.0 é a alavanca para a mudança dentro da biblioteca. As bibliotecas que não forem capazes de se adaptar a este novo modelo estão ameaçadas de extinção.


(1) CASEY, Michael E. and SAVASTINUK, Laura C. - Library 2.0: A Guide to participatory service. Medford, Information Today, Inc., 2007.